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HIP HOP TRAP: MÃE GUERREIRA VS SISTEMA - NUNCA TE ENVERGONHEI -INTRO
Alô… alô…
Isso aqui não é só música.
É posicionamento.
DJ Kaká Brasil.
Pra quem ainda tem mãe viva…
E pra quem ainda pode mudar o final da própria história.
PRÉ-REFRÃO
Eu nunca a envergonhei em vida…
E eu nunca vou envergonhar a sua memória.
Eu carrego seu nome no peito,
E isso vale mais que qualquer vitória.
REFRÃO (Mais forte)
MÃE, EU NUNCA TE ENVERGONHEI!
E NUNCA VOU ENVERGONHAR!
FILHO DE RITA NÃO SE VENDE!
FILHO DE RITA VEIO PRA HONRAR SEU NOME!
SE O SISTEMA QUER ME VER NA PRISÃO OU NO CAIXÃO,
EU DIGO NÃO! — NÃO! — NÃO!
EU NASCI PRA SER EXEMPLO!
EU NASCI PRA SER MISSÃO!
VERSO 1
Nasci onde a sirene corta o silêncio da madrugada,
Onde mãe ora em pé enquanto a rua tá armada.
Onde o erro seduz com promessa de dinheiro fácil,
Mas o preço é CARO… e o final quase sempre é trágico.
Eu vi amigo virar número no sistema,
Vi mãe chorando na porta do problema.
Vi talento se perder por ilusão,
Algema fria no lugar do coração.
Cresci ouvindo que o mundo é cruel,
Que quem é da quebrada já nasce réu.
Mas dentro de casa tinha uma direção:
“Você nasceu pra ser luz, não pra escuridão.”
PRÉ-REFRÃO
E eu fiz uma promessa ajoelhado no chão:
Eu nunca a envergonhei minha mãe em vida…
E nunca vou envergonhar sua memória, não.
REFRÃO
MÃE, EU NUNCA TE ENVERGONHEI!
E NUNCA VOU ENVERGONHAR!
FILHO DE RITA NÃO SE VENDE!
FILHO DE RITA VEIO PRA HONRAR SEU NOME!
SE O SISTEMA QUER ME VER NA PRISÃO OU NO CAIXÃO,
EU DIGO NÃO!
EU NASCI PRA SER EXEMPLO!
EU NASCI PRA SER MISSÃO!
VERSO 2 (Verdade Crua)
Obrigado pela coça que a senhora me deu,
Naquele dia eu odiei… hoje eu sei que me protegeu.
Eu achava que a senhora tava contra mim,
Mas era contra um sistema sujo que queria meu fim.
Não era ódio — era medo de me enterrar cedo,
Era pavor de me ver virar número no enredo.
Era medo de me ver no jornal da noite,
Ou estendido no chão depois de uma operação.
-- CONTINUA DEPOIS DO ANÚNCIO --
PRÉ-REFRÃO
E eu fiz uma promessa ajoelhado no chão:
Eu nunca a envergonhei minha mãe em vida…
E nunca vou envergonhar sua memória, não.
Enquanto eu queria rua, poder e respeito,
A senhora via sirene, cela e caixão estreito.
Quando o erro piscou dizendo “vem ser alguém”,
Foi sua mão firme que disse: “você é mais que isso, meu filho”.
PRÉ-REFRÃO
E eu fiz uma promessa ajoelhado no chão:
Eu nunca a envergonhei minha mãe em vida…
E nunca vou envergonhar sua memória, não.
A senhora preferiu me ver revoltado, batendo porta,
Do que algemado, exposto, de cara no chão na escolta.
Preferiu ser a dura da história,
Do que mais uma mãe vencida na memória.
Eu vi amigo virar número em relatório frio,
Vi talento virar foto com legenda e arrepio.
Vi sonho morrer antes de florescer,
Vi mãe enterrando filho sem entender.
PRÉ-REFRÃO
E eu fiz uma promessa ajoelhado no chão:
Eu nunca a envergonhei minha mãe em vida…
E nunca vou envergonhar sua memória, não.
Aquilo que eu chamava de castigo
Era escudo erguido contra o inimigo.
Aquilo que eu chamava de exagero
Era livramento certo do cemitério.
Se hoje eu tô vivo, consciente e de pé,
Não foi sorte, não foi acaso, não foi maré.
Foi lágrima sua moldando meu caráter,
Foi sua firmeza me impedindo de virar mártir.
PRÉ-REFRÃO
Eu nunca a envergonhei em vida…
E eu nunca vou envergonhar a sua memória.
Eu carrego seu nome no peito,
E isso vale mais que qualquer vitória.
REFRÃO (Mais forte)
MÃE, EU NUNCA TE ENVERGONHEI!
E NUNCA VOU ENVERGONHAR!
FILHO DE RITA NÃO SE VENDE!
FILHO DE RITA VEIO PRA HONRAR SEU NOME!
SE O SISTEMA QUER ME VER NA PRISÃO OU NO CAIXÃO,
EU DIGO NÃO! — NÃO! — NÃO!
EU NASCI PRA SER EXEMPLO!
EU NASCI PRA SER MISSÃO!
PONTE
Se for pra cair…
Que seja tentando vencer.
Se for pra lutar…
Que seja pra manter seu orgulho de pé.
Eu não nasci pra ser manchete policial.
Eu nasci pra ser resposta.
FINAL – DISCURSO
Presta atenção…
Se você ainda tem a sua mãe em vida…
abraça ela hoje.
Não espera o caixão pra valorizar.
Não espera a perda pra reconhecer.
Larga essa vida errada.
Sai desse caminho que só termina em dois lugares:
prisão… ou cemitério.
Dá orgulho pra essa mulher.
Porque ela é a única
que daria a própria vida
pra você continuar respirando.
A única que viraria escudo.
A única que tomaria um tiro no peito
sem pensar duas vezes…
só pra você viver.
Obrigado, minha mãe Rita Bernardina…
por cada lágrima escondida.
Por cada oração em silêncio.
Por cada dia de luta pra me manter de pé.
Seu filho, DJ Kaká Brasil,
segue firme.
Sem se vender.
Sem se corromper.
Sem envergonhar seu nome.
O meu único objetivo
é manter...